CID 11 - Burnout agora é doença do trabalho: saiba mais sobre a mudança.

De acordo com uma pesquisa apresentada em um artigo do G1, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) registrou, em um ano, o aumento de 29% na concessão de auxílio-doença. Esse percentual se refere a doenças vindas de transtornos mentais e comportamentais. Entre essas condições está a síndrome de burnout, que recentemente sofreu uma reclassificação como doença do trabalho por meio do código CID 11 — Burnout. Neste artigo, explicaremos o que essa inclusão significa. Falaremos também sobre as principais causas e como as empresas podem prevenir a síndrome de burnout em suas equipes. Acompanhe os próximos tópicos!

CID 11 — Burnout agora é doença do trabalho: saiba mais sobre a mudança

Segundo dados apresentados pela Agência Brasil, a síndrome de burnout cresce em ritmo parecido com o da depressão — que até 2030 será a doença mais comum no Brasil. Algo que impulsionou o avanço do burnout foi o início da pandemia do Covid-19 (com suas incertezas e ansiedades).O resultado, como dito na introdução, é a elevação dos pedidos de afastamento do trabalho feito por profissionais esgotados em sentido emocional. Esse cenário progressivo acendeu uma luz vermelha para a Organização Mundial da Saúde (OMS).A principal medida adotada pela OMS foi incluir a síndrome de burnout na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID). Nesse documento, a síndrome é identificada pelo código CID 11 — Burnout. Mas o que essa inclusão representa para profissionais e empresas? Para o primeiro grupo, significa o reconhecimento da OMS de que o trabalho pode provocar a doença. Isso gera direitos previdenciários e uma proteção contra desligamentos ligados ao esgotamento do colaborador. Além disso, o profissional passa a ter o direito de trabalhar em um ambiente que reduza os níveis de estresse e melhore a qualidade de vida.

Por outro lado, as empresas se tornam responsáveis pela adoção de medidas preventivas e o monitoramento da saúde e bem-estar dos colaboradores. Caso seja provado que a síndrome de burnout foi provocada pela ausência dessas ações, a organização poderá sofrer processos trabalhistas.

As principais causas do burnout no trabalho

A síndrome de burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, foi identificada inicialmente pelo psicólogo americano Herbert J. Freudenberger que, em 1974, descreveu esse distúrbio psíquico relacionado ao trabalho. Os principais sintomas são a tensão emocional e o estresse crônico. Nesse contexto, o colaborador pode ter os seguintes comportamentos:

  • Agressividade;
  • Dificuldades de concentração;
  • Irritabilidade;
  • Isolamento;
  • Faltas ao trabalho;
  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Insônia.

Esses comportamentos podem ser o resultado de condições de trabalho que desgastam o profissional em sentido psicológico, emocional e físico. Entre esses fatores, podemos destacar:

  • Longas jornadas de trabalho e pouco tempo para a família e o lazer;
  • Pressão para atingir metas exageradas;
  • Ambiente interno muito competitivo;
  • Assédio moral vindo de líderes;
  • Demandas que exigem muito comprometimento e responsabilidade;
  • Ameaça constante de demissão;
  • Conflitos com colegas de trabalho.

Para detectar o problema, o profissional de saúde analisa tanto o perfil comportamental do colaborador quanto o envolvimento e a realização pessoal no emprego. Dessa forma, o diagnóstico do burnout é essencialmente clínico.

O que as empresas podem fazer para evitar este problema?

A inclusão do CID 11-Burnout tende a potencializar uma tendência já presente nas empresas. Um artigo da CNN Brasil mostra que 78% das organizações planejam (nos próximos três anos) personalizar as estratégias para atender as necessidades e o bem-estar dos colaboradores. Ainda segundo a pesquisa, houve um aumento de 33% no desejo das organizações em promover ações relacionadas a saúde e bem-estar na rotina dos profissionais. Mas quais são as melhores estratégias para otimizar a saúde emocional e reduzir a síndrome de burnout entre o time? Vejamos algumas delas.

Melhorar o controle de jornadas

Um grande desafio enfrentado pelos RHs das empresas é o controle de jornadas. Tanto no escritório remoto quanto no físico existem as horas extras desnecessárias. Elas existem porque alguns colaboradores podem recorrer ao uso de um período fora do expediente para realizar trabalhos que podem ser feitos durante a jornada normal. Essas atitudes geram o esgotamento profissional e podem gerar prejuízos financeiros para as empresas quando há a queda de produtividade do colaborador. Uma solução eficiente para impedir as horas extras desnecessárias e o excesso de trabalho é o software Controle de Jornadas da Soft Trade. Essa ferramenta administra o período de trabalho dos colaboradores. Entre as funcionalidades está:

  • Orientação para a marcação de ponto (lembretes e alertas para os colaboradores);
  • Bloqueio da estação de trabalho quando o profissional acessa a rede sem marcar o ponto ou fora da jornada normal de trabalho.

Utilizando o Controle de jornadas, as horas extras só ocorrem quando o gestor e o colaborador notam antecipadamente a necessidade no projeto  e não ao final do mês após as horas extras já terem sido efetuadas

Incentivar a prática de exercícios físicos

Outra estratégia eficiente contra o burnout é a prática de exercícios físicos. Por meio dessas atividades, os colaboradores melhoram os níveis dos hormônios da felicidade (serotonina, endorfina, dopamina e ocitocina). O resultado é a redução do estresse, depressão e ansiedade. Para incentivar os colaboradores, as empresas podem criar um espaço interno para atividades físicas. Uma boa alternativa também é a inclusão na cesta de benefícios de descontos em academias e centros de saúde.

Organize momentos de descontração

Os momentos de descontração precisam fazer parte da política de bem-estar da empresa. Esses períodos podem ser organizados em dias específicos da semana ou do mês. Algumas empresas fazem happy hours, eventos com músicas ou um simples bate-papo entre times e gestores. É importante que os colaboradores remotos sejam incluídos nesses encontros. Afinal, esses profissionais tendem a se sentir isolados e ansiosos. Com o tempo esses sentimentos podem abrir , caminho para a síndrome de burnout no trabalho.

Cultura de feedbacks e Capacitação do colaborador

Uma comunicação aberta e frequente é o melhor caminho para a criação da cultura do feedback. Esse tipo de aconselhamento ajuda a melhorar a confiança entre líderes e colaboradores, além de potencializar o progresso dos profissionais internos. Junto ao feedback, a empresa pode elaborar um programa de capacitação de colaboradores. Ao passo que recebem treinamento, os profissionais são avaliados e aconselhados em pontos que precisam melhorar. Esse tipo de investimento nos colaboradores, faz com que os próprios percebam o interesse da empresa na carreira deles. Isso gera uma sensação de segurança e satisfação. Tais sentimentos reduzem ansiedades, temores e inseguranças em relação ao emprego. Olhando para o presente, notamos um longo caminho a ser percorrido em relação aos cuidados com a saúde mental e emocional dos colaboradores. Porém, é animador perceber que as doenças emocionais, como o burnout, estão sendo discutidas e reconhecidas tanto pela OMS quanto pelas organizações mundiais. Entendeu  porque a OMS incluiu a CID 11-Burnout na classificação de doenças relacionadas ao trabalho? Quer descobrir como está a saúde mental dos profissionais brasileiros em home office? Baixe um infográfico com dados e desafios relacionados a esse modelo de trabalho!

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